




Histórico, objetivos, propostas da Celebração das Áreas Protegidas e Conservadas da América Latina e do Caribe
Entre os dias 14 e 17 de outubro de 2019, foi realizado o III Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe (III CAPLAC), instância que tornou possível desafogar os atores ligados à gestão das áreas protegidas. Antes do Congresso, o Comitê Organizador recebeu a proposta do jovem Juan Carlos "Teo" Pacheco para declarar-se, no encerramento do evento, o Dia das Áreas Protegidas na América Latina e no Caribe. Esse fato somou-se com a proposta de gestão de uma celebração (simultânea e adaptativa) para reconhecer o valioso trabalho regional e avaliar numa perspectiva regional junto com toda a sociedade, a importância das áreas protegidas para o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento sustentável na região.
Dessa forma, foi gerada uma petição para trazer acordos, marcos teóricos e outros valores do Congresso, integrando seus atores fundamentais.



Esta ideia inicial foi apoiada desde o início por Ana Julia Gómez, da Argentina, das comissões CEC e CMAP da IUCN, iniciando assim uma poderosa co-gestão.
A iniciativa da Declaração recebeu o sólido apoio da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), por meio dos escritórios da América do Sul e México, América Central e Caribe e suas comissões CMAP (Comissão Mundial de Áreas Protegidas) e CEC (Educação e Comissão de Comunicação), SERNANP Peru (Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado), RedParques (Rede Latino-Americana de Cooperação Técnica em Parques Nacionais, outras Áreas Protegidas, Flora e Fauna Silvestre), FAO (Organização das Nações para a Alimentação e Agricultura), RELLAC-Joven (Rede de Jovens Líderes em Áreas Protegidas e Conservadas da América Latina e Caribe) e outros.

A “Celebração” ajustou seu quadro programático para se alinhar aos endossos e ao arcabouço teórico do IIICAPLAC.
Em 2023, conta com uma equipe intergeracional com representação regional,
que gerencia informações essenciais, oferece treinamento e engaja novos atores,
apoia a liderança local, conscientiza sobre os esforços e projetos,
inspirando e reunindo mais de 8.600 pessoas de 14 países,
que estão envolvidas na conservação de 260 áreas protegidas e conservadas em nossa região (média de 2020 a 2024).
Evolução Metodológica e Fortalecimento dos Direitos (2021–2026)
2021 — Início da coordenação e visibilidade regional
Início das celebrações territoriais coordenadas regionalmente.
Mobilização de atores ligados a áreas protegidas e conservadas.
Experiências iniciais de:
-
coordenação multissetorial;
-
reconhecimento territorial;
-
visibilidade dos processos locais de conservação.
Sistematernização inicial das experiências territoriais.
Resultado: Construção de uma base regional para participação, reconhecimento e aprendizagem coletiva.
2022 — Início da rastreabilidade regional com uma abordagem baseada em direitos
Incorporação explícita de referências a:
-
Direitos dos povos indígenas;
-
autodeterminação;
-
acesso à informação.
-
Expansão regional das celebrações territoriais.
-
Mecanismos iniciais de registro e coordenação regional.
Resultado: Transição de uma mobilização focada na visibilidade para processos com maior rastreabilidade territorial.
2023 — Consolidação participativa e validação territorial
Fortalecimento de:
-
a abordagem de gênero e intergeracional;
-
diálogo multissetorial;
-
validação progressiva das informações territoriais.
Desenvolvimento de:
espaços de formação relacionados a áreas protegidas, comunicação, governança e direitos;
construção de competências comuns adequadas aos territórios.
Maior coordenação entre:
-
comunidades;
-
jovens;
-
organizações;
-
autoridades ambientais;
-
Redes territoriais.
Resultado: Legitimidade territorial, participação e coordenação regional aprimoradas.
2024–2025 — Formalização Metodológica e Governança Colaborativa
Evolução para:
-
Ficha Informativa Integrada;
-
Manual Metodológico;
-
Critérios para participação plena e efetiva.
-
Incorporação progressiva de:
-
Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI);
-
Análise de risco;
-
Reconhecimento da segurança dos defensores ambientais.
Desenvolvimento de:
-
Métricas verificáveis;
-
Validação territorial;
-
Sistematização regional da informação.
-
Integração à Plataforma de Contribuições para a Natureza da UICN.
-
Resultado: Fortalecimento de:
-
Governança equitativa;
-
Transparência;
-
Rastreabilidade;
-
Sustentabilidade territorial.
2026 — Reposicionamento Estratégico e Consolidação Regional
Priorização de:
-
Governança democrática participativa;
-
Evidências territoriais verificáveis;
-
Fortalecimento da liderança territorial.
Definição de:
-
Padrões de rastreabilidade compartilhados;
-
Mecanismos de avaliação participativa;
-
Diretrizes regionais de defesa de direitos.
Roteiro para 2026 com foco em:
-
Validação territorial;
-
Visibilidade regional;
-
Consolidação de evidências;
-
Projeção em espaços regionais e globais.
Resultado esperado: consolidar uma arquitetura regional participativa, metodológica e baseada em direitos para fortalecer a implementação territorial do Marco Global da Biodiversidade.

➡"Por que celebrar as Áreas Protegidas e Conservadas?🦀🐾 ''Pessoas de qualquer idade que participam de atividades baseadas na natureza tendem a ser mais felizes e saudáveis do que aquelas que não o fazem".
Fonte: Conectar #NaturezaparaTodos
"SEM ÁREAS PROTEGIDAS E CONSERVADAS NÃO HÁ FUTURO. 🌎👫 A região possui a maior extensão de áreas protegidas do mundo (24% terrestres, 19% marinhas), fundamentais para proteger a natureza e a humanidade; no entanto, sua variedade de ecossistemas ainda é sub-representada."
Fonte: Relatório Planeta Protegido da LAC (2021)

.png)